Sábado, Outubro 31, 2009

'Controlar é necessario assim que preciso.'

Era mais ou menos 13:15 da tarde, e eu me arrumando pra enfim te encontrar. Cheguei a fazer um makeup interessante, separei uma lingerie nova para dar um clima sensual. Arrumei meu cabelo, coloquei um perfume e um CD dentro do DVD (com musicas do estilo Chil Out) pra tocar quando você chegasse. Olhei no relógio da televisão, e até que o horário combinado chegou, o frio na barriga foi aumentando, peguei o celular caso alguém ligasse e minha carteira com o dinheiro necessário. Era exatamente 13:20 da tarde, fui em direção à porta, coloquei minha mão direita na chave e a girei em sentido horário fazendo com que o pino de aço que deixa a porta trancada se distendesse lentamente, foi quando eu parei e pensei, "será que realmente vale a pena o trazer para um local tão intimo?", resolvi parar de me questionar, abri a porta e a fechei logo em seguida, entrei no elevador, apertei a letra T (que no caso, me leva até a portaria) naquele painel confuso que possui tanto botões com letras, como botões com números, me olhei no espelho, me esquivei da camera, com a intenção de não ficar gravado aquele momento no arquivo do condomínio. Cumprimentei o porteiro, desci as escadas da entrada do apartamento e abri o portão. Andei aproximadamente 200 metros, em passos curtos e lentos. Nós nos encontramos no mesmo lugar de sempre, ele estava no celular, conversando com a ex. Na maior cara de pau, me fez um sinal com as mãos, querendo dizer 'espera aí'. Não me chateei com essa atitude, sei que ele tem por enquanto que escolher entre duas opções, mas ele deveria de me poupar dessa mudança repentina de humor. Não me segurei e disse pra ele: "Você está irritado com ela, não comigo". O puxei pra dentro do super mercado, passei pela farmácia, comprei o que deveria ser comprado, e fomos embora. Fiz o mesmo trajeto dos 200 metros de volta para o lugar de onde sai à 15 minutos atrás. No caso fiz as mesmas coisas, abri o portão, cumprimentei o porteiro, só que na hora de entrar no elevador em vez de apertar o botão que tem a letra T, apertei o botão com o número 10.
Coloquei a chave no buraco da fechadura, a girei no sentido anti-horário, abri a porta, entrei no local, falei para que ele entrasse e se sentisse em casa. Ele logo se acomodou e foi para um quarto, deixando sua mochila em cima de uma cadeira, e tirando seu sapato perto da porta.
Esse foi um momento em que me senti sozinha, apesar de que em todo esse momento ele estava ao meu lado. Passou uns 10 minutos, em que nós tivemos um tempo para conversarmos sobre nós dois. Ele estava deitado em uma cama, eu resolvi deitar do lado do corpo dele. O olhei nos olhos, e lhe disse com uma voz penetrante: "Essa tarde, serei toda sua, desde corpo até a alma".

Foi uma tarde inesquecível, que me resultou em um pensamento único, e profundo: "Quanto mais me entrego, mais necessito da sua companhia, mais me torno refém, me torno dependente de ti".

((Meu 1° conto, onde sou a personagem-protagonista. Particularmente acho maravilhoso me pôr em situações fora do comum, comparado ao meu ciclo vicioso chamado vida.))